
Para enviar extrato bancário para contabilidade, reúna os movimentos completos de todas as contas usadas no negócio, no período combinado com o escritório, e os comprovantes que explicam cada entrada e saída. Confira os saldos, identifique transferências e empréstimos e combine o formato dos arquivos. O extrato comprova a movimentação bancária; a documentação de origem ajuda a registrar o que realmente aconteceu, conforme a ITG 2000 (R1) do CFC, itens 5 a 8 e 26 a 27.
Enviar apenas as notas fiscais deixa de fora pagamentos, tarifas, empréstimos e outras operações. Enviar somente o extrato também pode ser insuficiente: uma descrição como “Pix recebido” não informa, sozinha, se houve venda, aporte ou transferência entre contas. O objetivo do pacote mensal é permitir uma conferência completa, com pendências identificadas e tratadas.
Checklist antes de enviar
- Extratos de todas as contas do negócio e do período inteiro, com identificação e saldos.
- PDF legível e arquivo de importação, como OFX, quando disponível e compatível com o sistema.
- Notas, contratos, relatórios, faturas e comprovantes vinculados aos movimentos.
- Explicações de transferências, valores recebidos de terceiros e retiradas do titular ou sócio.
- Confirmação do canal, do prazo combinado e do recebimento dos arquivos pelo escritório.
Neste artigo 10 seções
Por que enviar extrato bancário para contabilidade?
O extrato permite confrontar o que passou pelo banco com os documentos e os registros da empresa. Essa conferência ajuda a identificar movimentos faltantes, duplicidades, pagamentos em aberto e diferenças de valor. A escrituração deve representar os fatos com suporte documental; não deve ser montada apenas para fazer dois saldos coincidirem. Fontes: Código Civil, art. 1.179 e ITG 2000 (R1), itens 5 a 8 e 14.
Nota fiscal, recebimento e pagamento podem ocorrer em datas diferentes. Uma venda a prazo pode ter sido documentada antes de o cliente pagar; uma compra pode estar parcelada; um valor recebido pode ser um adiantamento. A conciliação liga essas etapas e preserva a informação sobre o que está quitado, pendente ou ainda precisa de explicação.
Isso também torna mais útil a assessoria contábil: o profissional recebe elementos para classificar as operações, acompanhar obrigações e produzir informações coerentes. O empresário continua responsável por informar o que a empresa fez e disponibilizar os documentos correspondentes.
O Simples Nacional dispensa essa organização?
Não. Estar no Simples não significa que basta pagar o DAS e guardar o comprovante. A regulamentação inclui a movimentação financeira e bancária no Livro Caixa e prevê a dispensa de sua apresentação quando há escrituração contábil, especialmente Diário e Razão. A contabilidade simplificada deve observar as regras aplicáveis. Fontes: Resolução CGSN nº 140, arts. 63, I e § 3º, e 71 e LC nº 123/2006, art. 27. As dispensas específicas do MEI precisam ser consideradas separadamente.
Quais contas e períodos precisam ser conferidos?
Mapeie todas as contas e instrumentos que movimentam recursos do negócio, inclusive os pouco usados. Uma segunda conta, uma carteira de pagamentos ou uma aplicação automática pode explicar a diferença encontrada no banco principal. O checklist abaixo é uma preparação operacional; a lista final depende da atividade e dos produtos contratados.
| Origem | O que reunir e conferir |
|---|---|
| Conta corrente ou conta de pagamento | Extrato completo do período, identificação da conta, saldo inicial e saldo final. Não filtre apenas entradas, Pix ou pagamentos. |
| Conta sem movimento, recém-aberta ou encerrada | Informe a situação. Reúna o documento disponível que demonstre os saldos e as datas relevantes; conta sem vendas pode ter tarifas ou rendimentos. |
| Aplicações e investimentos da empresa | Relatórios de movimentações e de posições/saldos, com aplicações, resgates e rendimentos conforme o produto. |
| Cartões e meios de pagamento | Faturas, demonstrativos de vendas e recebíveis, taxas, antecipações, estornos e liquidações que se relacionem com o banco. |
| Marketplaces e plataformas | Relatórios de vendas, comissões, retenções, reembolsos, valores bloqueados e repasses, conforme a operação. |
| Empréstimos e financiamentos | Contrato, liberação do crédito e demonstrativo das parcelas, juros e demais encargos. O débito da parcela, isolado, pode não detalhar seus componentes. |
Use o período completo combinado para o fechamento. Se o banco limitar o intervalo de exportação, baixe partes sem lacunas e indique como se complementam. Confira se a primeira e a última data estão cobertas e se um arquivo repetido não fará o sistema importar os mesmos movimentos duas vezes.
Investimento não deve ser tratado como se fosse apenas outra tela de saldo disponível. A orientação do Inter sobre extratos de investimentos distingue o relatório de movimentações do relatório de posições. Solicite os documentos do produto da empresa, sem presumir que a tela ou o relatório de uma conta pessoal sejam iguais.
PDF ou OFX: qual formato enviar?
O PDF ajuda na leitura e conferência; o OFX pode alimentar a importação no sistema, quando houver compatibilidade. Combinar os dois costuma facilitar a rotina, mas não existe nessa orientação uma obrigação legal universal de entregar sempre esse par de formatos. Confirme o que o banco oferece e o que o escritório consegue processar.
| Formato | Uso prático | Conferência necessária |
|---|---|---|
| PDF do banco | Leitura dos movimentos, identificação e saldos; referência para conferir a importação. | Arquivo completo, legível e com o período correto. Um PDF de poucas transações filtradas não representa o mês inteiro. |
| OFX exportado pelo banco | Importação de dados financeiros em sistemas compatíveis. | Conta, datas, duplicidades e resultado da importação. A extensão não garante classificação contábil correta. |
| CSV ou XLSX disponibilizado pela instituição | Alternativa de dados estruturados, conforme o sistema e o procedimento combinado. | Separadores, datas, sinal dos valores e integridade do arquivo; preserve o original baixado. |
| Print ou foto da tela | Pode ajudar a explicar uma pendência pontual. | Não substitui o extrato completo quando omite identificação, saldos ou movimentos do período. |
Como exemplo de disponibilidade, o PagBank informa a exportação do extrato da conta em PDF, XLSX, CSV ou OFX, com escolha de período. Isso descreve aquele produto; não garante os mesmos formatos em todo banco, aplicativo ou tipo de extrato.
Baixe o arquivo pelo canal oficial da instituição. Renomear um PDF para terminar em “.ofx” não converte seu conteúdo. Se o banco não oferecer OFX, comunique a limitação e combine uma alternativa real. Não altere valores ou elimine linhas do original para tentar fazer a importação funcionar.
Quais comprovantes acompanham os extratos?
Cada movimento deve ter elementos que permitam entender sua origem, finalidade e relação com a empresa. O comprovante de pagamento mostra uma liquidação; a nota, o contrato, a fatura ou outro documento hábil pode explicar o fato que foi liquidado. Nenhum desses documentos substitui automaticamente todos os demais. Base: ITG 2000 (R1), itens 6 a 8 e 26 a 27.
| Movimento | Documentação a relacionar |
|---|---|
| Recebimento de cliente | Nota fiscal quando exigível, contrato ou pedido e identificação da venda ou serviço. Indique recebimento parcial, adiantamento ou cobrança de outro período. |
| Pagamento a fornecedor | Documento da aquisição, fatura ou contrato, vencimento e comprovante de quitação. Se um pagamento liquidar várias notas, liste a composição. |
| Tributos e pessoal | Guia e comprovante correspondente; folha, recibos e demonstrativos pertinentes à operação, com tratamento adequado dos dados pessoais. |
| Transferência entre contas da mesma empresa | Identificação da conta de origem e da conta de destino, valor e data, para cruzar as duas pontas sem duplicar uma receita. |
| Recurso vindo do sócio ou titular | Identificação de quem transferiu e do motivo real: capital, empréstimo, reembolso ou outra operação. Reúna o ato, contrato ou documento que couber. |
| Transferência ao sócio ou titular | Motivo, documentação e apuração pertinentes. Não classifique qualquer retirada como pró-labore, despesa ou lucro apenas pelo nome usado no Pix. |
| Empréstimo ou parcela de financiamento | Contrato e demonstrativo que permitam separar principal, juros e outros componentes, conforme o caso. |
| Estorno, reembolso ou valor de terceiro | Referência da operação original, justificativa, valores e documentos que mostrem a natureza e a destinação efetiva. |
Um exemplo comum de pendência é o pagamento identificado apenas pelo nome de uma pessoa. Pode corresponder a fornecedor, trabalho, reembolso ou retirada, com consequências distintas. A explicação precisa vir acompanhada dos elementos disponíveis; escrever “despesa da empresa” numa planilha não transforma, por si só, o pagamento em despesa comprovada ou dedutível.
Nas retiradas pelo trabalho, veja a orientação de pró-labore. A identificação de uma transferência é o início da análise; o enquadramento depende da operação e de sua documentação, sem presumir isenção ou dedução.
Para prestadores em São Paulo, Florianópolis e Salvador, separe também os documentos fiscais e as guias do sistema aplicável à competência. As prefeituras publicam orientações próprias sobre emissão e integração da NFS-e: São Paulo, Florianópolis e Salvador. Essas orientações fiscais não substituem o extrato nem definem, por si só, um dia universal para enviá-lo ao contador. Se houver mudança de emissor, preserve a documentação do período em que cada ambiente foi utilizado.
Toda entrada no banco é receita?
Não. Um crédito bancário pode ser recebimento de cliente, empréstimo, transferência própria ou outra operação que precisa ser identificada. A soma das entradas, isoladamente, não determina o faturamento nem o imposto. A receita da atividade segue a definição e as regras do regime aplicável; o registro deve refletir a essência da operação. Fontes: LC nº 123, art. 3º, § 1º e ITG 2000 (R1), itens 6 e 8.
| Entrada identificada | Valor ilustrativo | O que conferir |
|---|---|---|
| Recebimentos de clientes | R$ 12.000,00 | Quais vendas, serviços, parcelas ou adiantamentos foram liquidados; conferir datas e documentação. |
| Principal de empréstimo recebido | R$ 5.000,00 | Contrato e liberação do crédito. A entrada não vira venda apenas por ter sido depositada. |
| Transferência de outra conta da mesma empresa | R$ 3.000,00 | Conciliar a saída na outra conta. Não representa recurso novo para o conjunto das contas. |
| Total de créditos da conta | R$ 20.000,00 | É a soma dos movimentos deste exemplo; não é uma apuração automática de receita ou lucro. |
Os valores da tabela são ilustrativos e não representam uma declaração fiscal. Mesmo os R$ 12.000,00 recebidos de clientes não permitem concluir, sozinhos, a receita tributável do mês: pode haver recebimentos de períodos anteriores ou adiantamentos, e é preciso verificar o regime e os documentos. Não confunda o regime tributário de caixa com a simples soma de tudo que entrou no banco.
Identifique a origem dos créditos
A Lei nº 9.430/1996, art. 42 prevê a caracterização de omissão de receita ou rendimento nas condições em que o titular, regularmente intimado, não comprova a origem dos recursos com documentação hábil e idônea. A análise é individualizada e a norma ressalva transferências entre contas da própria pessoa. Isso não cria um imposto sobre Pix nem transforma todo depósito em venda. Comprovar a origem também não dispensa tributar uma receita que efetivamente seja tributável.
Como conferir saldos, taxas e repasses?
Confira o saldo de cada conta e relacione seus movimentos aos controles e aos documentos, sem concluir que saldo igual significa classificação correta. A primeira verificação é aritmética; a segunda verifica a natureza de cada operação e as diferenças de datas, taxas e valores. A ITG 2000 (R1), itens 6 a 8 exige que os registros representem os fatos, e não apenas um resultado numérico.
Exemplo ilustrativo de conciliação de uma conta
Saldo inicial de R$ 10.000,00 + entradas de R$ 20.000,00 − saídas de R$ 13.000,00 = saldo final de R$ 17.000,00.
As entradas são as da tabela anterior. As saídas poderiam reunir R$ 8.000,00 pagos a fornecedores, R$ 3.000,00 transferidos ao sócio e R$ 2.000,00 em outros débitos. A natureza e a comprovação dessas saídas precisam ser verificadas; não são automaticamente despesas dedutíveis.
Valores fictícios de uma conta, sem apuração de imposto. O saldo final de R$ 17.000,00 não é o lucro da empresa. Ao analisar o conjunto das contas, a transferência interna não pode ser contada como novo recebimento do negócio.
- Confira a identificação e o período. Verifique se o saldo inicial continua o saldo final do período anterior e se não há intervalo faltante.
- Cruze os movimentos. Relacione cada liquidação ao documento, ao cliente, ao fornecedor ou à operação correspondente.
- Investigue diferenças de valor. Verifique tarifas, juros, taxas, retenções, descontos, estornos e liquidações parciais, sem escolher uma categoria apenas para zerar a diferença.
- Compare as datas. A data da venda, da previsão de recebimento, da liquidação e do repasse pode ser diferente.
- Documente e trate as pendências. Registre o que falta, quem verificará e como a conclusão será devolvida à contabilidade.
Por que o repasse da plataforma não bate com as vendas?
O repasse pode representar um valor líquido, afetado por taxas, reembolsos, retenções ou outras rubricas do contrato. Relacione o relatório de vendas, o de recebíveis e o crédito efetivo na conta. Não presuma que o valor depositado é sempre o faturamento, nem que toda diferença é uma despesa dedutível.
O PagBank mantém um extrato financeiro próprio para as transações, distinto do extrato da conta, com informações de valores a receber, disponíveis e bloqueados. É um exemplo de por que um único relatório pode não responder a todas as perguntas do fechamento; os documentos e as rubricas variam conforme o prestador e o produto.
Exemplo ilustrativo de repasse líquido
Considere uma liquidação de R$ 1.000,00, com uma tarifa contratual de R$ 30,00 e sem outras rubricas: crédito líquido de R$ 970,00.
A diferença de R$ 30,00 precisa estar identificada no demonstrativo. Os valores são fictícios, não reproduzem a tarifa de uma plataforma e não definem, sozinhos, a base tributável de uma venda.
Como organizar o envio mensal, passo a passo?
Envie um conjunto identificado por período, com contas e documentos organizados, em vez de arquivos soltos sem contexto. O roteiro abaixo é uma proposta de rotina a combinar com o escritório; não representa um calendário legal de entrega bancária.
- Atualize a relação de contas. Informe novas contas, encerramentos, cartões, aplicações e plataformas usadas pela empresa.
- Baixe os extratos do período completo. Use o canal oficial e os formatos combinados, sem filtros que retirem movimentos relevantes.
- Confira os arquivos. Abra o PDF, confira a identificação, as datas e os saldos e confirme que o arquivo de importação corresponde ao mesmo período.
- Reúna os documentos de origem. Relacione notas, contratos, faturas, demonstrativos e comprovantes aos movimentos.
- Explique o que não está claro. Identifique transferências, aportes, empréstimos, reembolsos e repasses agrupados. Uma lista de pendências é melhor que uma classificação inventada.
- Envie pelo canal acordado. Use pastas e nomes consistentes e mantenha a confirmação do que foi disponibilizado.
- Acompanhe o retorno. Responda às pendências e preserve as versões corrigidas, indicando o que foi substituído para evitar duplicidade.
Um nome de arquivo útil pode seguir o padrão 2026-10_instituicao_conta-exemplo_extrato.pdf. Esse é apenas um exemplo de organização, sem dados reais. Separe extratos de documentos fiscais, pessoal e contratos; uma pasta organizada ajuda, mas não dispensa relacionar cada movimento ao documento correto.
Se a empresa precisa de apoio contínuo para contas a pagar, recebimentos e conciliação, confira o escopo do BPO financeiro. Defina quem prepara os arquivos, quem verifica pendências e quem autoriza pagamentos. Organizar o financeiro e elaborar a escrituração são tarefas relacionadas, com responsabilidades a delimitar.
Qual é o prazo e o que fazer se faltar arquivo?
O dia de envio deve ser combinado com o escritório, considerando o fechamento e as obrigações da empresa. As normas de escrituração citadas não estabelecem um “dia 5” universal para todo cliente entregar extrato bancário ao contador. O calendário operacional precisa deixar tempo para conferir os arquivos e resolver pendências antes dos compromissos aplicáveis.
Quando o fechamento é mensal, guardar tudo para mandar só no fim do ano não substitui a rotina acordada. A entrega anual pode deixar diferenças acumuladas e documentos difíceis de localizar. Defina também como informar operações relevantes antes do fechamento, se o caso exigir, e como serão tratados arquivos entregues depois do prazo combinado.
Se faltar um documento, comunique qual conta e período estão incompletos. Solicite ao banco ou à plataforma o arquivo disponível, tente outro canal oficial indicado pela instituição e envie o que já foi obtido com a pendência descrita. Ao encerrar uma conta ou trocar de contador, confira a continuidade dos saldos e a entrega dos documentos históricos pertinentes.
Não invente uma movimentação para fechar a diferença
Ausência de extrato não permite presumir que tudo ocorreu em dinheiro e lançar a diferença automaticamente em Caixa. A classificação precisa de elementos que comprovem o fato. Se houver registro errado ou fora da época devida, a correção deve preservar a identificação do motivo e da operação original, conforme a ITG 2000 (R1), itens 5 a 8 e 31 a 36.
O custo da rotina e de eventual retrabalho deve estar claro no escopo do serviço: preparação dos dados, volume de contas, importação, conciliação e recuperação de períodos anteriores. Não há um preço nacional único de conciliação nem uma multa tributária automática apenas por perder o dia combinado de envio ao escritório. Obrigações descumpridas e efeitos fiscais precisam de análise própria.
Por quanto tempo guardar extratos e comprovantes?
Não aplique um prazo único de descarte a todos os documentos. O Código Civil, art. 1.194 determina a conservação da escrituração e dos papéis da atividade enquanto não ocorrer prescrição ou decadência dos atos relacionados. O prazo e a forma de guarda dependem do documento, da operação e das regras aplicáveis. Defina uma política com o responsável contábil; não elimine originais apenas porque fez uma foto ou porque o aplicativo permite consultar o histórico por alguns anos.
Como compartilhar os dados com segurança?
Combine um canal de entrega e autorizações compatíveis com a tarefa; enviar arquivos não exige repassar senha ou token pessoal. Confirme o destinatário e limite o acesso aos documentos e às pessoas que precisam deles. Se o banco ou o sistema oferecer usuário adicional, verifique as permissões reais antes de concedê-las; consultar informações é diferente de autorizar movimentações.
No Open Finance, o compartilhamento depende de consentimento e dos dados abrangidos pela autorização. O Banco Central explica como autorizar a transferência de dados entre instituições e quais dados e serviços podem ser compartilhados. As orientações também distinguem o compartilhamento de informações de senhas e tokens. Uma conexão não deve ser presumida como acesso irrestrito a qualquer produto ou período.
Integração pode facilitar a obtenção de movimentos, mas não explica automaticamente se uma transferência foi empréstimo, aporte, reembolso ou pagamento por serviço. Confira contas conectadas, período recebido e possíveis falhas, e continue entregando os documentos de origem que faltarem. Não presuma que uma conexão autorizou o escritório a iniciar ou aprovar pagamentos.
Para comparar ferramentas e responsabilidades do atendimento, veja o guia de contabilidade digital. A escolha deve considerar o escopo real, o tratamento de pendências e a possibilidade de recuperar os documentos, além da facilidade de envio.
Perguntas frequentes sobre extrato bancário
Preciso enviar extratos mensalmente ou basta uma vez por ano?
Envie a cada fechamento combinado; se a rotina é mensal, o envio anual não a substitui. O dia deve ser definido com o escritório. Não existe, nas normas citadas, um dia universal de entrega do extrato ao contador para toda empresa.
Empresa do Simples Nacional precisa organizar extratos?
Sim. A movimentação financeira e bancária precisa ser considerada nos registros aplicáveis. O Simples admite contabilidade simplificada e tem regras específicas de livros; pagar o DAS não substitui a documentação das operações.
O MEI tem as mesmas exigências de uma sociedade limitada?
Não. O MEI tem dispensa específica de escrituração de livros fiscais e contábeis, mas mantém as obrigações próprias de relatório e documentação. Se contratar apoio contábil ou financeiro, combine os arquivos necessários à tarefa. Fonte: Resolução CGSN nº 140, art. 106, § 1º, I, e § 2º, I.
Um print do Pix substitui o extrato ou a nota fiscal?
Não substitui o conjunto de documentos necessário. O print pode ajudar numa conferência pontual, mas pode omitir saldos e outros movimentos. O comprovante de Pix também não dispensa nota fiscal quando ela for exigida, nem explica sozinho a natureza da operação.
Meu banco não oferece OFX. Posso enviar outro formato?
Sim, combine uma alternativa compatível com o escritório. Use os arquivos que a instituição disponibiliza e preserve um documento legível para conferência. Não mude apenas a extensão nem altere o original para simular uma exportação diferente.
Preciso avisar sobre uma conta sem movimentação?
Sim, informe a existência e a situação da conta. A ausência de vendas não significa necessariamente ausência de tarifas, aplicações ou outros movimentos. Combine o documento disponível que permita verificar o período e os saldos.
Recebi dinheiro do negócio na minha conta pessoal. O que faço?
Informe o fato à contabilidade e identifique os movimentos relacionados ao negócio. Reúna origem, documentos e destinação, em vez de omitir a conta ou tratar tudo como receita ou retirada. A estrutura da atividade e as regras da instituição precisam ser analisadas; mantenha as finanças organizadas e separadas.
Preciso dar minha senha bancária ao contador?
Não é necessário repassar sua senha ou token pessoal para enviar extratos. Use o canal de arquivos combinado ou uma autorização específica oferecida pela instituição. Confira quem recebe acesso, quais dados são abrangidos e quais poderes estão incluídos.
A integração bancária substitui todos os comprovantes?
Não. Os movimentos recebidos pela integração precisam ser conferidos e ligados à documentação que explica cada operação. Uma linha bancária não substitui automaticamente contrato, nota, fatura ou demonstrativo de origem.
O que fazer se eu perder o extrato de um período?
Avise qual conta e período estão faltando e solicite o documento à instituição. Entregue os arquivos obtidos com a pendência identificada e combine o tratamento do fechamento. Não invente valores ou classificações apenas para completar a escrituração.
Em resumo
- Reúna extratos completos das contas do negócio e os documentos que expliquem os movimentos.
- Confira formato, período e saldos; entrada bancária não é automaticamente receita e saldo não é lucro.
- Combine prazo, canal e responsáveis pelo envio e pelo tratamento das pendências.
- Preserve os documentos e use permissões adequadas, sem substituir fatos por classificações inventadas.
Fontes oficiais e atualização
- CFC — ITG 2000 (R1): Escrituração Contábil
- Planalto — Código Civil: escrituração e guarda de documentos
- CGSN — Resolução 140/2018: registros no Simples e dispensa do MEI
- Planalto — Lei Complementar 123/2006: registros e pequeno empresário
- Inter — Tipos de extrato de investimentos
- PagBank — Exportar extrato da conta
- São Paulo — NFS-e por regime e competência
- Florianópolis — NFS-e e apuração do ISS
- Salvador — Reforma tributária e NFS-e
- Planalto — Lei 9.430/1996: depósitos de origem não comprovada
- PagBank — Exportar extrato financeiro
- Banco Central — Autorização de compartilhamento de dados
- Banco Central — Dados compartilhados no Open Finance


